Brasil
24/10/2025
Oito organizações ambientais e sociais entraram com ação na Justiça Federal do Pará para barrar a perfuração de petróleo da Petrobras na Bacia da Foz do Amazonas.
O grupo pede a anulação da licença concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que autorizou a empresa a iniciar os trabalhos no bloco FZA-M-59.
As entidades alegam risco de danos ambientais irreversíveis e falhas no processo de licenciamento.
Segundo as organizações, o Ibama e a Petrobras “atropelaram povos indígenas e comunidades tradicionais” ao não realizar consultas previstas na Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
“Este projeto é predatório, ignora a voz dos povos indígenas, verdadeiros guardiões da floresta”, disse Kleber Karipuna, da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib).
As entidades também afirmam que a modelagem de risco de vazamentos usa dados defasados e pode afetar o Grande Sistema Recifal Amazônico.
O Ibama afirma que o licenciamento foi resultado de “rigoroso processo de análise ambiental” e incluiu audiências públicas e estudos técnicos.
A Petrobras diz que a licença foi “uma conquista da sociedade brasileira” e garante ter atendido a todas as exigências do órgão.
A empresa defende que o projeto é essencial para “assegurar a segurança energética do país e apoiar uma transição energética justa”.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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