Justiça
15/04/2026
O susto na madrugada durou pouco, mas o clima esquentou nos bastidores da saúde potiguar. A empresa que presta serviço terceirizado ao SAMU no RN (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) ordenou que os funcionários abandonassem os postos na madrugada de hoje (15).
A tentativa de paralisação ignorou uma decisão judicial de 2025, que obriga a manutenção do socorro até o fim da nova licitação. Felizmente, após nova intervenção da Justiça e conversas com a gestão, o atendimento foi totalmente retomado às 9h30.
A Sesap (Secretaria de Estado da Saúde Pública) não ficou assistindo ao impasse de braços cruzados. O governo já vinha tentando dialogar durante a semana e reforçou o pedido de liminar ao Judiciário na tarde de ontem (14).
O pedido foi acatado e agora a empresa tem o dever de manter as atividades pelos próximos 90 dias. Esse prazo serve de respiro até que o novo contrato seja assinado e a transição ocorra sem riscos.
O nó na garganta da saúde acontece porque a escolha da nova prestadora virou uma batalha jurídica. De acordo com a secretaria, “o processo de contratação não foi finalizado por uma série de recursos e contestações apresentados pelas empresas envolvidas na licitação”.
Enquanto as empresas brigam no papel, o governo tenta garantir que a ambulância não falte nas ruas. Por ora, a nova ordem judicial assegura que o atendimento à população não vire refém de disputas comerciais.
Leia a nota divulgada pela Sesap:
A gestão da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência do Rio Grande do Norte (SAMU RN) esclarece que a empresa que detém o contrato de prestação de serviço terceirizado ordenou que os trabalhadores abandonassem as atividades esta madrugada de quarta-feira (15) mesmo com uma decisão judicial, emitida em 2025, que determina a prestação do serviço até que o processo de licitação do novo contrato seja finalizado. O atendimento do SAMU RN foi retomado plenamente às 9h30 desta quarta-feira, após decisão judicial e negociação conduzida junto à empresa.
A secretaria já vinha buscando diálogo com a empresa ao longo desta semana e também acionou novamente o Judiciário ontem (14) à tarde requisitando uma nova liminar reforçando a necessidade de cumprimento da decisão anterior. O pedido do Governo foi acatado novamente, sendo determinado judicialmente que a empresa mantenha integralmente a prestação dos serviços pelos próximos 90 dias ou até que a licitação se encerre com a assinatura de um novo contrato. A Sesap pontua ainda que o processo de contratação não foi finalizado por uma série de recursos e contestações apresentados pelas empresas envolvidas na licitação.
é um jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UNP, atuou em vários veículos importantes locais e nacionais (Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e rádios 96 FM, 98 FM e 91.9 FM). Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN. Foi coordenador de comunicação da Potigas, e assessor da presidência da Petrobras.
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