"Práticas de censura": Flávio Bolsonaro reage a inquérito de Alexandre de Moraes

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Agência Senado
Em janeiro, Flávio Bolsonaro fez uma publicação nas redes sociais ligando Lula ao ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro.

Política

15/04/2026

O senador Flávio Bolsonaro (PL) não poupou críticas à nova canetada de Alexandre de Moraes. O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) abriu uma investigação contra o parlamentar por suposta calúnia ao presidente Lula (PT).

Em nota oficial, Flávio classificou o procedimento como algo que "evoca práticas de censura e bloqueios de contas vistos no pleito de 2022". Ele relembrou o período em que Moraes presidia o TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

A equipe do senador argumentou que a condução de Moraes na última eleição impôs um "flagrante desequilíbrio" na disputa. Como exemplo, citou a proibição do termo "descondenado" para se referir a Lula, enquanto o tribunal "permitia ofensas sistemáticas contra o então presidente Jair Bolsonaro", também do PL.

A defesa questionou ainda a escolha do ministro para relatar o caso. Chamou Moraes de "personagem central do desequilíbrio democrático recente" e avisou que a oposição não aceitará o uso do "aparato policial e judiciário".

O imbróglio começou com uma postagem de janeiro, onde Flávio ligou o atual presidente ao venezuelano Nicolás Maduro. No texto, o senador afirmou que "Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas".

Para Moraes, a publicação feita em "ambiente virtual público, acessível a milhares de pessoas" imputou "fatos criminosos ao presidente da República". Agora, a Polícia Federal tem um prazo de 60 dias para tocar o inquérito.

Já Flávio defende que sua postagem é "juridicamente frágil" e carece de crime. Segundo ele, o texto apenas relata delitos pelos quais Maduro é processado lá fora, sem "realizar imputação criminosa direta" contra o petista.

Para encerrar o contra-ataque, o parlamentar afirmou que o atual governo é quem deve explicações. Ele cobrou transparência sobre as relações do Brasil com a ditadura da Venezuela.

Diogenes dantas ao centro da imagem vestido de terno preto, ele sorri.

Diógenes Dantas

é um jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UNP, atuou em vários veículos importantes locais e nacionais (Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e rádios 96 FM, 98 FM e 91.9 FM). Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN. Foi coordenador de comunicação da Potigas, e assessor da presidência da Petrobras.

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